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PERSPECTIVAS DE MERCADO PARA CANA-DE-AÇÚCAR

Nos últimos anos, a cana-de-açúcar tomou lugar de destaque perante outras grandes culturas na mídia e na vida dos brasileiros, por ser capaz de produzir inúmeros subprodutos como:

  1. ETANOL: Anidro, hidratado, especiais;
  2. AÇÚCAR: Branco (de diversos padrões), Mascavo, Refinado, Confeiteiro, Líquido;
  3. ENERGIA: Da queima do próprio bagaço ou da palha da cana-de-açúcar;
  4. PRODUTOS EM DESENVOLVIMENTO: Plástico, papel, asfalto, etanol celulósico, etc.

Esta característica possibilitou amenizar os impactos causados pela instabilidade do mercado econômico nos últimos anos, a qual tem grande reflexo nos produtores rurais.

Dentro deste contexto, podemos destacar o ETANOL, que já há algum tempo faz parte de nosso dia-dia, como combustível que abastece nossos carros, aviões agrícolas, motos, entre outros. A vantagem deste combustível é que este é caracterizado por ser uma fonte alternativa de energia que atende as diferentes perspectivas dos setores econômicos e sócio-ambientais mundiais, por ser RENOVÁVEL, POR POLUIR MENOS QUE OS ATUAIS COMBUSTÍVEIS E, PRINCIPAMENTE, POR REDUZIR A DEPENDÊNCIA DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS (petróleo, carvão, metanol, entre outros), que são altamente poluentes e seus preços são muito voláteis, sendo determinados conforme humor do mercado. O ETANOL produzido em grande escala em alguns países, como o Brasil, é capaz de abastecer uma frota atual de 13 milhões de veículos, correspondente a 50% da frota brasileira (UNICA) e com perspectivas de chegar a 86% em 2020. Fora o consumo direto, temos vários outros indiretos, tais como a mistura na gasolina e no óleo diesel, além das exportações. Outro passo dado pelo setor sucroenergético neste ano foi a exclusão de barreiras protecionistas do EUA, o que alavancará as exportações brasileiras nos próximos anos.

Quanto ao AÇÚCAR, estamos passando por uma época de baixos estoques mundiais, com excelentes perspectivas de vendas para os próximos anos. Para o mercado interno, sempre existirá demanda para produtos com valor agregado, como a produção de refrigerantes, bebidas especiais, iogurtes, chocolate etc.

A ENERGIA ELETRICA, proveniente da queima do bagaço de cana-de-açúcar, é outro subproduto que tem ocupado papel de destaque junto às empresas do setor vindo para substituir matrizes energéticas mais poluentes, como óleo diesel e gás.

Outro ponto em que o setor sucroenergético tem se destacado é no aspecto da responsabilidade ambiental. Há alguns anos, a UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) assinou o Protocolo Agro-Ambiental do Setor Sucroalcooleiro Paulista, antecipando as datas previstas na Lei nº 11.241, de 19 de Setembro de 2002, a qual determinava o FIM DA QUEIMA DA PALHA DA CANA-DE-AÇÚCAR. Desta forma, o Governo do Estado de São Paulo criou 21 projetos focados na conservação ambiental do estado, dentre os quais, temos o Projeto Etanol Verde, cujo objetivo é estimular a produção sustentável de cana-de-açúcar, tanto no âmbito ambiental quanto no social. É válido ressaltar que a Usina São João foi uma das primeiras usinas a assinar tal acordo. Outro trabalho fundamentado pelo governo do estado, o qual também nos baliza, é o Zoneamento Agro ambiental, que determina as áreas que podem receber a cultura da cana-de-açúcar. Além disso, as práticas agrícolas adotadas pelo setor têm sido de menor impacto ao ambiente, pois são amplamente utilizadas técnicas de conservação de solo, combate biológico a pragas e colheita na palha (simulando plantio direto).

Já na área social, o setor também se destaca. Recentemente, a UNICA lançou o Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, o qual determina boas práticas a serem seguidas no setor, onde a Usina São João também é signatária do mesmo. Além disso, com o aperfeiçoamento da mecanização, o setor tem conseguido absorver grande parte da mão de obra do corte manual nos processos de mecanização, propiciando a socialização desta faixa mais carente de nossa sociedade, onde a Usina São João possui dezenas de exemplos desta prática.

Levando em conta o exposto acima, notamos que a produção da cana-de-açúcar tende a se manter com amplo diferencial econômico e social perante as demais culturas nos próximos anos, aonde o Brasil irá se destacar por possuir a tecnologia de produção difundida e consolidada no meio. Já o estado de São Paulo, hoje o maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, partirá primeiramente para um aumento de produtividade através da adoção de novos manejos, variedades e expansão de novas áreas de plantio, provenientes de produtores de outras culturas, que estão em busca de uma maior rentabilidade para suas terras.

E dentro deste contexto, a Usina São João, uma empresa nacional com mais de 60 anos de história na produção de cana-de-açúcar, fortalecida e consolidada junto aos seus Fornecedores e Parceiros, está participando deste crescimento e buscando novos parceiros que queiram participar desta nova fase da economia brasileira.