Grupo USJ

Usina S. João Inicia safra com a missão de ampliar produtividade

Investimentos no canavial foram primeiro passo para retomar níveis de produção prejudicados pelo clima em safras anteriores

A Usina S. João, em Araras (SP), inicia a safra 2012/2013 no dia 2 de maio com o desafio de aumentar, de forma estruturada, a produtividade de seu complexo agroindustrial ao longo dos próximos anos, chegando ao processamento de 3,5 milhões de toneladas de cana já na safra 2013/2014.

Nas últimas duas safras, condições climáticas adversas seguidamente impediram a Usina de ultrapassar a atual marca de produção de 320 milhões de toneladas de açúcar branco e 150 milhões de litros de etanol. Para alavancar a produtividade, a USJ definiu uma série de medidas em curto, médio e longo prazo, que já começaram a ser colocadas em prática.

Nos próximos quatro a cinco anos, o foco estará em renovar o canavial, intensificando o plantio mecânico com novas tecnologias. Em abril, a Usina alcançou uma marca histórica: plantio de 10.333 hectares de cana, revigorando as áreas a serem colhidas nos próximos anos, inclusive com novos tipos de mudas. O investimento superou os R$ 40 milhões. “Nunca plantamos tanto de uma só vez”, diz o executivo agrícola Humberto Carrara.

Reforçar a rede de parceiros e fornecedores de cana é outro componente na estratégia de crescimento a curto prazo. Ao ampliar o mix de produtos e investir na intensificação do Açúcar Total Recuperável (ATR) – teor de sacarose contido na cana, que determina o preço pago à matéria prima fornecida – a USJ obtém melhores resultados, com reflexo também para os produtores.

Valor agregado -- “Nosso diferencial é trabalhar com produtos de maior valor agregado, como açúcares especiais e etanol para outros usos que não apenas o combustível. Não somos, portanto, fornecedores de açúcar e etanol como commodities apenas”, explica o diretor executivo da USJ, Narciso Bertholdi. “Nos mercados em que atuamos, o nível de exigência é muito maior, daí a nossa grande preocupação com a sustentabilidade”.

A recente conquista da certificação internacional Bonsucro reforçou a competitividade da empresa, abrindo caminhos para o mercado internacional ao torná-la apta a exportar aos 27 países membros da União Européia. Além da Bonsucro, a Usina S. João já possui os selos Etanol Verde (desde 2008), Greenergy (desde 2009) e ISO 9000 para o açúcar e etanol (desde 2011). “Este ano estamos em busca da ISO 22000, focando na melhoria dos sistemas de segurança de alimentos”, acrescenta Durval Santos, responsável pela área de Sustentabilidade.

Pilares do futuro -- Em um horizonte um pouco mais amplo, o foco será a área industrial. Estão na mira projetos para geração de energia elétrica a partir do bagaço de cana, utilizando caldeiras de alta pressão. Para Narciso Bertholdi, são vários os componentes que vão levar a Usina S. João a superar seus níveis históricos de processamento de cana, mantendo-a como uma das empresas mais competitivas do setor. “Os pilares do nosso futuro estão no rejuvenescimento do canavial, associado ao gradativo aumento da colheita mecanizada - hoje praticada em 80% da área plantada - e à modernização da indústria”, diz. “Além disso, já temos uma logística privilegiada, um sólido portfólio de clientes e produtos diferenciados”, completa.

A Usina S. João faz parte do Grupo USJ, que tem entre seus negócios participação de 50% na SJC Bioenergia, controladora das usinas São Francisco, em Quirinópolis (GO) e Cachoeira Dourada, em construção no município de mesmo nome, também em Goiás.