Grupo USJ

Implantação da colheita mecânica exige planejamento e investimento

A implantação da colheita mecanizada da cana-de-açúcar exige dos fornecedores planejamento e investimento. Além da aquisição das máquinas colhedoras, é preciso criar e gerenciar um novo sistema, responsável por diversas mudanças que começam pelo preparo do solo e a definição dos processos para a área. O Grupo USJ é um dos precursores da colheita no Brasil e investe pesado na mecanização de suas lavouras, assim como trabalha com fornecedores de cana-de-açúcar que priorizam as colhedoras.

Na Usina S. Francisco, em Goiás, a colheita é praticamente 100% mecanizada. Já na Usina S. João, 80% da colheita é mecanizada. De acordo com o gerente agrícola da Usina S. João, Humberto Carrara, existe a necessidade, por exemplo, de redefinir os talhões, nivelar e cuidar do paralelismo entre fileiras e do espaçamento no plantio para evitar pisoteio da soqueira. Com o objetivo de otimizar a capacidade operacional da máquina, os talhões devem ser retangulares e ter no mínimo 600 metros de comprimento. “Cada local deve ser avaliado conforme as suas características e com ajuda de alguém experiente no assunto”, explica.

O espaçamento não pode ser menor do que 1,50 metros, pois quando se utiliza 1,40 metros pode ocorrer o pisoteio de soqueira. Carrara lembra que o ponto fundamental para a obtenção de resultados positivos com a colheita mecanizada exige o gerenciamento de três subsistemas que envolvem as áreas de corte da cana, a integração do transporte com o transbordo e a entrega da matéria-prima para a indústria. “A sincronia de todas as etapas da colheita – corte, carregamento e transporte – tem o objetivo de não deixar máquina parada no campo e atender as necessidades da unidade industrial em relação à matéria-prima”, finaliza Humberto.